Categoria: Política e Economia

Os riscos do empréstimo consignado

Endividamento de aposentados com o consignado é o maior da história

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Empréstimo acabam comprometendo o orçamento (Imagem: Pixabay)

Apesar de todos os problemas enfrentados pelos trabalhadores com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), as dívidas de aposentados e pensionistas no crédito consignado atingiram, em dezembro de 2019, o maior nível da história: R$ 138,7 bilhões.

Segundo o Banco Central, ao longo do ano passado, os débitos dos segurados do INSS no crédito consignado cresceram R$ 13,5 bilhões, ou seja, mais de R$ 1,1 bilhão por mês.

Técnicos do INSS explicam que, além dos empréstimos consignados, aposentados e pensionistas estão devendo no cheque especial e no cartão de crédito. Muitas das dívidas foram feitas a pedido de familiares. Há casos em que filhos e outros parentes obrigam os idosos a se endividarem, sob o risco de serem abandonados.

Idosos sustentam a família

Em várias regiões do país, os aposentados e pensionistas do INSS são arrimos de família. Em muitos lares, são as únicas fontes de renda. Isso é visível, sobretudo, nas regiões Norte e Nordeste. O problema é que muitos dos familiares não se contentam com a renda fixa e acabam forçando os idosos a tomarem empréstimos.

Para tentar evitar abusos, o INSS restringiu o acesso dos bancos a aposentados e pensionistas pelo menos nos seis primeiros meses de recebimento dos benefícios. Mas, depois desse período, o assédio das instituições financeiras é total.


(* Com informações do Portal UAI/Estado de Minas

https://www.em.com.br/app/noticia/economia/2020/02/03/internas_economia,1119172/endividamento-de-aposentados-com-o-consignado-e-o-maior-da-historia.shtml



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Empréstimo consignado cresce 37,3%

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Consignado pode virar armadilha (Imagem: Pixabay)

É cada vez maior o número de brasileiros que apelam para o crédito consignado.

De acordo com o Banco Central, entre janeiro e outubro deste ano, o volume de recursos destinado ao empréstimo com desconto em folha, como também é conhecida a modalidade, cresceu 37,3% em relação ao mesmo período de 2018.

Foram concedidos R$ 218,3 bilhões em 2019, contra R$ 159 bilhões no ano anterior. Não foram divulgados dados regionais.

Isso significa maior endividamento por parte dos brasileiros.

A modalidade chama a atenção do consumidor por conta dos juros, que são os menores oferecidos em versões de crédito pessoal pelas instituições financeiras.

As taxas variam de banco para banco e do contrato fechado com o empregador, no caso do trabalhador da iniciativa privada ou de servidor público.

Já para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o teto é de 2,08% ao mês ou de 3% para quem usa o cartão de crédito consignável.

Planejar é sempre o melhor remédio

Apesar de ter taxas atrativas, isso não significa que vale a pena sair contratando um consignado sem planejamento.

“É bom lembrar, numa linha normal, é possível postergar o pagamento da prestação. No consignado, ela já vem descontada no contracheque e não há o que fazer. É salário descontado lá na frente”, ressalta diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira.

Por isso, segundo os especialistas: evite a empolgação e preste atenção a situações nas quais o consignado pode ser mais indicado.

Problema para aposentados e pensionistas

Segurados do INSS estão entre os principais alvos para bancos e financeiras que oferecem a modalidade de crédito. Tanto que acabavam sendo bombardeados assim que recebiam o primeiro benefício.

A Previdência, no entanto, proibiu que aposentados e pensionistas contratem o consignado nos primeiros seis meses após o envio da carta de concessão do benefício.

Além disso, especialistas fazem outro alerta: muitos aposentados acabam endividados por realizarem empréstimos para terceiros.

Aumento número de famílias endividadas

O percentual de famílias endividadas no País passou de 64,7% em outubro deste ano para 65,1% em novembro, conforme pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Já a proporção de famílias com contas em atraso caiu ligeiramente de 24,9% para 24,7% no mesmo período, conforme o levantamento.



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Como agendar perícia médica do INSS

Perícia médica do INSS: Saiba quais documentos e o que precisa levar

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Saiba o que levar na perícia médica

Como agendar perícia médica. Você sabe quais são os documentos para perícia do INSS? Sempre que o segurado apresenta o requerimento de algum benefício por incapacidade ou de sua prorrogação, além dos casos em que o órgão faz a convocação para reavaliação dos beneficiários, o exame médico é uma etapa fundamental.

Nesse momento o médico avalia se o segurado demonstra incapacidades e quais as naturezas delas. A intenção é checar o direito ao auxílio-doença, à aposentadoria por invalidez ou a outros pagamentos feitos pela Previdência Social. Portanto, entregar a documentação correta figura como aspecto essencial para uma boa análise.

COMPROVANTE DE AGENDAMENTO DE PERÍCIA

O agendamento da perícia é feito pelo telefone 135 ou pelo portal Meu INSS. ( https://meu.inss.gov.br/central/#/ ) Independentemente do sistema utilizado, o segurado pode imprimir o comprovante pela internet. Apesar de não ser obrigatório, levar esse documento evita que você cometa erros em relação à data ou à hora agendadas.

Comprovar o agendamento também garante na agência que você marcou a perícia, algo bastante útil diante de falhas no sistema do INSS. Deste modo, não há risco de outras pessoas ocuparem o seu horário ou de você ser impedido de passar pelo exame.

DOCUMENTOS PESSOAIS

Algumas pessoas esquecem de levar os documentos pessoais para a perícia do INSS. Trata-se de um erro grave, pois eles são fundamentais para comprovar a identidade antes da perícia, eliminando a possibilidade de fraudes.

Portanto, o segurado deve apresentar um registro de identificação oficial com foto permitindo o reconhecimento claro, como:

  • Carteira de identidade (RG);
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
  • Carteira de Órgão ou Conselho de Classe (OAB, CRM, CRO etc.).

DISPENSA DA CARÊNCIA

A dispensa da carência ocorre quando o segurado é acometido por uma das doenças previstas na Portaria Interministerial MPAS/MS 2.998/2001, após a filiação ao INSS. São elas:

  • tuberculose ativa;
  • neoplasia maligna (câncer);
  • hanseníase;
  • paralisia irreversível e incapacitante;
  • doença de Parkinson;
  • cardiopatia grave;
  • nefropatia grave;
  • estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
    AIDS;
  • espondiloartrose anquilosante;
  • cegueira;
  • contaminação por radiação;
  • hepatopatia grave.

O texto completo está no link abaixo

https://www.jornalcontabil.com.br/pericia-medica-do-inss-saiba-quais-documentos-e-o-que-precisa-levar/


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